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22 de set de 2009

Diário de um Cativeiro

pris Dia nº 9 de meu confinamento.

Meus captores continuam a me provocar com barulhos, movimentos e objetos sendo balançados na minha frente. Eu os ignoro sempre que posso. Mando minha mente vagar por aí e meu espírito sai dessa prisão quando eles se aproximam de mim. Continua a mesma coisa – eles fazem suas refeições próximo a mim. Sinto o cheiro de sua comida. Eles comem carne, peixe, frango e vegetais. Eu continuo recebendo a mesma coisa seca, dura e áspera que não consigo identificar. Vejo eles beberem vinho, refrigerante e sucos. Para mim é só água. E nem sempre fresca. A única coisa que me faz suportar é a esperança de conseguir fugir.

Dia nº 21 de meu confinamento.

Minha tentativa de matar meus captores falhou mais uma vez. Corri rapidamente na frente deles enquanto eles andavam e tentei fazê-los tropeçarem e caírem enquanto enfiava meu corpo entre suas pernas. Tudo em vão. Eles já se acostumaram com minhas tentativas e nem ao menos se importam mais. Em meu desespero, numa última cartada, para mostar minha repulsa e indignação para com esses opressores, vomitei propositalmente em cima da cadeira onde o líder deles senta todas as noites.

Dia nº 35 de meu confinamento.

Meus captores e seus cúmplices se reuniram esta noite. Eu fui colocado em confinamento solitário em um espaço pequeno durante todo o tempo em que isso acontecia. Eles devem estar planejando algo. Eu pude ouvir música e sons de risos e também senti cheiro de comida. Enquanto estava preso naquele buraco escuro, um pequeno rato se aproximou. Peguei-o sem esforço e arranquei sua cabeça. Vou deixá-lo na frente da porta para que eles vejam do que sou capaz . Quem sabe assim eu possa instigar o fogo do medo e da dúvida em seus corações?

Dia nº 36 de meu confinamento.

Meu plano não deu certo. Aqueles sádicos nojentos pareciam felizes ao ver o cadáver do roedor que eu tinha assassinado com minhas próprias unhas e dentes. Eles não sentem medo de mim. Tudo parece estar perdido. Preciso começar a avaliar os outros prisioneiros deste lugar. Talvez eles possam me ajudar a fugir.

Dia nº 41 de meu confinamento.

Estou convencido de que os outros prisioneiros aqui são inúteis e provavelmente traidores. O de orelhas compridas é solto rotineiramente mas sempre acaba retornando de vontade própria. Ele é obviamente um retardado. Passa grande parte do dia com a língua para fora ou lambendo seus próprios genitais. O outro, o pequenino amarelo com nariz duro e comprido deve ser um informante. Ele fala muito, o tempo todo, e meus captores aparentam grande satisfação em ouvi-lo. Preciso silenciá-lo. Por enquanto ele está a salvo na pequena prisão de metal pendurada fora de meu alcance. Mas eu posso esperar. É tudo uma questão de tempo... Miau!

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